Sobre o CEB

A história do Centro de Estudo de Bioética (CEB) coincide com a origem da Bioética em Portugal. É em 1986, quando um autodenominado “Grupo de Reflexão” iniciou reuniões informais em que se debatiam problemas relativos da aplicação das biotecnologias à vida humana, reuniões essas que surgiram das preocupações que os futuros membros fundadores sentiam na proeminente atividade profissional que desenvolviam.

O grupo de Reflexão, no início bastante restrito, era constituído por personalidades ilustres na sua área profissional específica, com diferentes formações académicas, mas imbuídos de uma motivação conjunta: a proteção da dignidade da vida humana, assumindo a ciência como essencial para a promoção da pessoa humana desde que fosse orientada por valores humanistas e personalista e não apenas puramente científica. De realçar que no contexto vigente já perfilavam os avanços biotecnológicos e científicos que tornavam possível a artificialização e instrumentalização da vida humana.

A fundação do Centro de Estudos de Bio-ética, a 9 de dezembro de 1988, foi apenas o corolário de um percurso consistentemente palmilhado, cuja oficialização tornou pública a primeira instituição de bioética em Portugal e, por esta via, dava-se o primeiro passo para a institucionalização da bioética, colocando Portugal num dos primeiros países europeus a desenvolverem a reflexão e ação deste novo domínio do saber.

Oficialmente e estatutariamente definido o CEB teve como primeiros órgãos sociais as seguintes personalidades: – Jorge Biscaia (presidente da direção), Daniel Serrão, Walter Osswald, Francisco Ibérico Nogueira (médicos); António Almeida e Costa, António Barbosa de Melo, José Manuel Cardoso da Costa (juristas); Vasco Pinto de Magalhaes, Roque Cabral Manuel Pedrosa (sacerdotes); Michel Renaud (filósofo). Três áreas do saber distintas nas quais se procurava, nas palavras de Jorge Biscaia, “conjugar num mesmo humanismo”.


[Fundadores] Jorge Biscaia, Barbosa de Melo, Cardoso da Costa, Daniel Serrão, Michel Renaud, Vasco Pinto de Magalhães, Walter Osswal, assim como Isabel Renaud, Augusto Lopes Cardoso, Vilaça Ramos…